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Nota sobre a prestação de contas da CASSI

Em junho do ano passado (2016) assumimos o mandato nos Conselhos Fiscal e Deliberativo na Cassi e nossa participação tem sido pautada na defesa em que o Banco assuma sua responsabilidade com nossa saúde.

No final do ano passado, quando houve a consulta aos associados com a proposta em elevar nossas contribuições em 1%, nós fomos contrários, pois o Banco buscou, como fez em outras reformas estatutárias, centralmente se livrar dos custos com a nossa saúde.

Fruto da política do terror, apresentando somente uma proposta e que, se não fosse aprovada, provocaria o fim da CASSI, a maioria dos associados aprovou.

Fizemos o contraponto e nos locais em que conseguimos levar nossa proposta fomos muito bem recebidos, mas a articulação do Banco com as entidades representativas falou mais alto.

Com relação ao relatório anual, analisamos todos os documentos que nos foram apresentados, entre eles o da auditoria externa, e não encontramos problemas técnicos no documento.

Ressalvamos que não temos acordo com a mensagem da diretoria da CASSI, parte integrante do relatório, pois não aponta concretamente os desafios que a Caixa de Assistência terá que enfrentar no próximo período.

Sabemos que um dos problemas do déficit está relacionado à defasagem entre o índice em que são corrigidos nossos salários e a inflação médica. Se já há um problema concreto detectado o que se espera é que os nossos reajustes salariais sejam maiores para compensar os dispêndios que a CASSI tem que arcar para manter nosso atendimento. E se o BB é sério com o compromisso com a nossa saúde, que volte a contribuir 2 x 1.

O Banco, sabendo com clareza desse problema, ao invés de amenizá-lo aprofunda o arrocho salarial. E assim foi na última campanha salarial com um índice abaixo da inflação. Se já era ruim, torna-se pior. Se não bastasse esse ataque, o Banco avança com a implementação da reestruturação que impõe a redução de postos de trabalho, descomissionamentos, redução de jornada de trabalho com redução salarial, fazendo da vida de nossos colegas da ativa afetados por estas medidas um inferno e causando ainda mais adoecimento, de ordens física e psíquica – o que tem levado inclusive, recentemente, alguns colegas ao suicídio – onerando ainda mais a CASSI, sem que o Banco pague por isso.

Ponto importante que todas essas ações geraram um impacto considerável nas contribuições que a CASSI recebe para manter suas funções.

 

Ângelo Argondizzi, Leodete Sandra Cavalcanti e Ronaldo de Moraes Ferreira, conselheiros eleitos da CASSI.

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