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Dieese aponta lucros expressivos dos bancos no 1º Semestre de 2017

O Dieese publicou pesquisa que constata o que todos nós já sabemos. Apesar do cenário de crise econômica, os 5 maiores bancos do país tiveram desempenho expressivo, com lucros altos e bons resultados operacionais no 1º Semestre de 2017.

Segundo a pesquisa, isso se deve, em parte, à elevação das receitas com tarifas e serviços e queda nas despesas de captação, “que acompanharam o movimento de redução da taxa Selic”.

“Entre janeiro e junho de 2017, o lucro líquido dos cinco maiores bancos do país somou R$ 35,6 bilhões. Esse montante foi 27,1% maior que o registrado no mesmo período de 2016. O Banco do Brasil apresentou a segunda maior evolução do período, com crescimento de 67,3% no lucro líquido em 12 meses, alcançando R$ 5,2 bilhões. Esse resultado foi influenciado pelo crescimento das receitas com prestação de serviços e tarifas e pela queda nas despesas com provisões”, destaca a pesquisa.

O relatório expõe também a realidade que tanto denunciamos: o processo de reestruturação. O Dieese aponta que há “redução de estruturas físicas e funcionais, com fechamento de agências e postos de trabalho”, além da implementação de planos de aposentadoria incentivada e desligamento voluntário pelo BB, pela Caixa e pelo Bradesco.

O BB previa o fechamento de 402 agências e a transformação de outras 379 em postos de atendimento (PA). O relatório confirma que, no entanto, o saldo de agências fechadas em 12 meses foi superior ao número anunciado. “Também nos pontos da rede própria houve redução de 1.083 unidades no período (o balanço da instituição não divulga o número de PAs, especificamente)”. Com o Peai (Plano Especial de Aposentadoria Incentivada), foram eliminados 10.012 postos.

A Caixa fechou 5.486 postos de trabalho, e implantou, no início de 2015, “o Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA), voltado aos trabalhadores em condições imediatas de se aposentar ou já aposentados pelo INSS. Em fevereiro de 2016, o programa foi reaberto e, em 2017, a instituição anunciou um Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (aberto em fevereiro e reaberto em julho) que já está gerando impacto significativo no quadro de empregados do banco. O objetivo é fechar cerca de 10 mil postos de trabalho” consta na pesquisa.

Outro ponto importante apontado no relatório diz respeito ao perfil dos bancos públicos que, “em outras ocasiões, atuaram de forma anticíclica, visando incentivar a atividade econômica, mas que atualmente seguem a mesma lógica das instituições privadas, com restrição ao crédito e alta de juros e spreads“. Isso, somado aos ataques do governo, que em julho aprovou a reforma trabalhista (já em vigor), e junto com ela a lei da terceirização, nos confirma a urgência na mobilização para evitar mais precarização nas condições de trabalho e mais retiradas de direitos.

Confira a pesquisa completa no link: Desempenho dos Bancos – 1º semestre de 2017

 

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