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NOTA: Porque não indicamos votos em nenhuma chapa da PREVI

Os Fundos de Pensões, patrimônio dos trabalhadores, sistematicamente são utilizadas como instrumento dos vários governos de plantão. A Previ, caixa de Previdência dos Funcionários do BB, o maior fundo de pensão da América Latina, não ficou livre dessa ingerência. No governo FHC foi utilizada como um dos maiores instrumentos para viabilizar as privatizações. Dessa forma, passou a ser a principal acionista da Vale, da Embraer e de outras empresas estatais que foram privatizadas. O governo Lula/Dilma manteve o uso político do nosso Fundo de Pensão e o utilizou para impulsionar a tentativa de construção da “grandes empresas nacionais” como foi o caso da Sete Brasil e da BRF, além de continuar os processos de privatizações, disfarçados sob forma de concessões de bens públicos.

Não foi para isso que os funcionários do Banco do Brasil construíram a PREVI.

Construímos para garantir uma remuneração digna aos colegas quando aposentados, uma vez que os benefícios da previdência pública são irrisórios, sobretudo pela aplicação do fator previdenciário criado no governo FHC e não revogado pelos governos posteriores. O ideal seria que o INSS pudesse garantir um sistema que assegurasse aposentadorias dignas para toda a população do país. No entanto, o que temos presenciado são ataques constates que buscam destruir a previdência pública com claro interesse de transferir todo esse capital à iniciativa privada. É nesse contexto que vemos Temer tentando impor a Reforma da Previdência, para isso gastou milhões dos cofres públicos comprando deputados para aprovar esta reforma. Só não conseguiu seu intuito porque os trabalhadores organizados reagiram.

Os problemas da PREVI não serão resolvidos colocando gestores com grande capacidade técnica em fundos de pensão, até porque a PREVI tem quadros capacitados para fazer uma ótima gestão do nosso patrimônio. Na nossa opinião as questões fundo serão resolvidas somente quando tivermos representantes eleitos que garantam independência em relação ao banco e a qualquer governo.

Nós temos na PREVI hoje dois planos, o Plano 1 para os funcionários pré-1998 e o Previ Futuro para os que ingressaram no BB após esta data. Ainda há os colegas dos bancos incorporados que estão excluídos da PREVI. Nenhuma chapa defende a isonomia, o que era uma bandeira histórica do movimento sindical antes do Lula chegar ao governo, desapareceu da pauta sem deixar quaisquer resquícios. Essa questão tende a explodir quando os colegas do plano Previ Futuro se aposentarem e verificarem uma queda substancial em suas remunerações. Situação que poderá ser agravada com a possibilidade da reforma previdenciária ser aprovada.

Há chapas que disputam essa eleição e que apresentam em seus programas de campanha serem a favor de diminuir a aplicação do capital variável do plano 1 e que também propõem o fim do voto de minerva. Mas boa parte dessas chapas participaram ou participam das gestões anteriores ou da atual e nada fizeram para mudar isso. A articulação, grupo que dirige a Contraf-CUT, chegou a ter a presidência da PREVI, tendo, assim, todas as condições para alterar isso e nada foi feito.

Para nós está claro que nenhuma das chapas apresentadas ataca os problemas estruturais da PREVI, por isso nós não indicamos voto em nenhuma delas para eleição. Convidamos os colegas para que juntos organizemos debates que coloquem a necessidade de mudanças estruturais na PREVI.

Assinam:

MNOB – CSP-Conlutas, Bancários- Todos Somos CSP-CONLUTAS,
Bancári@s Podem Mais

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