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Cassi: Funcionários estão reagindo à campanha de chantagens do BB

Apesar de estarmos em fim de semestre, com a pressão adicional para atingir as metas, a direção do Banco segue com sua feroz campanha pela aceitação da sua proposta para “sanear a Cassi”

 

Todos os dias há matérias na Agência de Notícias. Toda semana recebemos e-mails nas nossas caixas pessoais. Superintendentes, gerentes, Gepes organizam eventos para tentar convencer o funcionalismo e aposentados. Exigem que as Ecoas ajudem na divulgação das opiniões do Banco. Mas o tiro está saindo pela culatra.

Na matéria da Agência de Notícias há centenas de colegas que criticam o conteúdo dos argumentos publicadas pelo Banco. É tão evidente o esforço que a direção do Banco está fazendo que os colegas percebem as armadilhas por trás das boas intenções.

Nesta semana, dia 20/6, João Gimenez, Executivo e “negociador” pelo Banco no tema da Cassi foi realizar uma destas apresentações no Auditório do Sedan (principal prédio do Banco no Rio de Janeiro, que concentra muitas dependências). Os funcionários foram convocados pelos administradores e Ecoas. Em primeiro lugar surpreendeu-nos a baixa presença. Muitos comentavam que não queriam se submeter a mais uma das tentativas de “lavagem cerebral” pelo Banco.

Depois da apresentação habitual de 40 minutos, Gimenez abriu para perguntas e manifestações. Todas as manifestações, não apenas dos delegados sindicais e representantes do Sindicato que estavam presentes, se contrapuseram duramente a proposta do Banco, em especial ao tema do “voto minerva”. Gimenez afirmou que a intenção do Banco é apenas agilizar as decisões, para que os empates não entravem a administração da Cassi. O argumento de Gimenez foi desmontado a partir da apresentação de um dado – de todas das mais de 2000 decisões adotadas pelas instâncias da Cassi em 2017, o empate aconteceu em menos de 20 situações.

Indo além, vários colegas afirmaram: se o problema é evitar empate, então que o voto de minerva seja estabelecido para os trabalhadores. Afinal de contas, as decisões do alto comando do Banco, em base as “análises técnicas” foi a responsável por gerar o caos hoje na rede de agências do Banco, onde os clientes permanecem 2 horas na fila para serem atendidos por meia dúzia de funcionários que restaram nas agências de rua. Foi a expertise do Banco que definiu adquirir a carteira podre do Banco Votorantim que, até hoje, impactam os resultados do BB.

Gimenez resolveu não extender o debate e optou por encerrá-lo pois teria uma passagem comprada para retornar a Brasília.

Não temos medo do debate. Ao invés de assediar e chantagear, o Banco deveria abrir todos os eventos para que os representantes eleitos se manifestassem também. Nós, trabalhadores, faremos nossa parte.

A SIPAT do Sedan terá, como parte de sua programação, um debate, no dia 12/7 às 12h, no Auditório do prédio, com a presença dos conselheiros eleitos pelos trabalhadores na Cassi – Angelo Argondizzi (CF) e Ronaldo de Moraes Ferreira (CD). Todos estão convidados. Inclusive o Gimenez.

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