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CASSI X Reformas | Por Ronaldo de Moraes Ferreira

A Saúde no País

Há muitos anos a saúde no país vem sendo vilipendiada. Dia a dia os problemas vão se aprofundando, fruto do descaso, da irresponsabilidade e da corrupção dos governos e daqueles que têm a tarefa de geri-la. Foi nesse cenário que surgiu a CASSI, para suprir a falência da saúde pública no país. Criada como Caixa de Assistência tem como princípio fundamental a solidariedade. E, assim, tem funcionado até hoje na atenção integral à saúde de seus associados com sucesso, diferentemente de vários planos de saúde privados que, sem serem solidários, sucumbiram, deixando desassistidos seus participantes.

A Saúde da CASSI

Hoje, o problema de fundo da CASSI é o descasamento entre suas despesas e suas receitas, causado pelo aumento da inflação da saúde bem acima da inflação do mercado e, principalmente, pelo achatamento salarial dos funcionários devido à política de congelamento dos salários.
Durante longo período ficamos sem reajuste de salário e somado a isso uma drástica retirada de direitos, como o PCS, os anuênios e as restruturações, de responsabilidade única do BB, que resultou na baixa contribuição à CASSI. Temos que contabilizar ainda o enorme adoecimento dos funcionários em razão da política de gestão do Banco que, sem admitir o nexo causal dessas doenças, onerou ainda mais a CASSI.

As Reformas

A nova proposta que ora apresentam aos funcionários, longe de resolver problemas da caixa oneram ainda mais os associados, como aconteceu nas reformas estatutárias anteriores de 1996, 2007 e o recente Memorando de Entendimentos em 2016. A proposta de 1996 aumentou 3 vezes nossa contribuição e em relação a do Banco foi reduzida, passando de 2×1 para 1,5X1, além do que desresponsabilizou o Banco do Brasil de eventuais déficits da CASSI, renunciando a 30 anos de direito dos funcionários. Em 2007, foi criada a coparticipação e fixou a contribuição do banco em 4,5%, não mais proporcional a nossa. Finalmente, em 2016, o Memorando de Entendimentos aumentou 1% na contribuição dos funcionários e, 6 meses após, o caixa já estava no vermelho, não solucionando a situação da CASSI. Todas essas reformas foram submetidas ao Corpo Social precedidas de forte campanha de terror, inclusive apoiadas pelos movimentos sindicais ligados à CUT, CTB, CONTEC e diversas outras associações ligadas ao funcionalismo como AAFBB, ANABB e AFABB: “Se não aprovarmos a proposta a CASSI vai acabar! ” Sempre fomos a voto reféns de uma única proposta formulada pelo Banco do Brasil.

Em Defesa da CASSI

Hoje a CASSI, é o maior bem dos funcionários, responsável pela sua saúde e qualidade de vida.
Precisamos romper com esta lógica plebiscitária de votar sim ou não ao que nos é oferecido pelo patrocinador Banco do Brasil e apresentarmos nossa própria proposta, construída após amplos debates por dentro do conjunto do funcionalismo, com o exigido e necessário apoio dos sindicatos e das entidades ligadas ao funcionalismo do BB.
Só com a mobilização e luta conseguiremos garantir nossos direitos e a manutenção saudável da nossa caixa de assistência – CASSI.

 

Por Ronaldo de Moraes Ferreira

 

 

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